de tempos idos


Falta força
A faca fria
O fruto podre
Versos pobres
Que me escorrem
Rosto afora
Peito aperta
Quase engole
O cheiro amargo
Dessa história

Na garganta
Embrulhada
Nó no estômago
O espaço
De lembrança
Acostumada
Quer fazer de mim refém
Dor que mancha
Essa toalha
Desengano
seca, a lágrima

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