de tempos quietos

Nessa nossa cama sólida
Da nossa cama segura
Vejo o vento beijar as folhas
Sinto lento o dia acordar
Sem pressa de amanhecer
De sair do canto quentinho
O canto do passarinho
Embala nossa preguiça
O resto espera um pouquinho
Que aqui, segura, no ninho
Não quero me levantar

é só agora
O dia, é virgem, é ainda
Leve, livre, e novo
Ainda vai revelar
Me deixa no meu cantinho
Que em breve a vida corre
O tempo traz muita história
Pra o dia enfim começar

Sol, azul, manhã
Clara vida que leve inspira
Dia branco nasce
Semente, é broto ainda

De flor, de fruta, labuta
Do encontro, do que vai dar

Molha água limpa e luz
Aduba som e mais cor
Que nasce árvore linda
Dá fruto, vida alimenta
Dá sombra, a alma alenta
Flor cheiro de amar

O dia que ainda não foi
Vai ser o que semear
De noite repousa e colhe
Respira, de novo e planta
Um novo que vai chegar

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