de tempos desencontrados

Me diz como pode
Onde você se esconde
Dos meus apelos?
Onde vai
Toda terça à noite?
Quem ouve teus casos?
De longe
Meu colo calado
Onde você está?

Como sobrevive
Nesse faz-de-conta?
Me conta
Como você vive 
Fingindo?
Pra quem anda mentindo?
Com quem dorme
Sozinho?
Quem tenta te amar?

Senta, me conta
Quem mora em teu peito?
Meu chão, nosso encontro
E aguenta teu jeito
Quem teve essa sorte
Ou falta de norte?
Quem pode, contigo
Sonhar sem chorar?

Talvez seja certo
Nosso desencontro
Esse descompasso
O beijo guardado
O nó que foi laço
Que um amor tão pronto
Não sabe esperar





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